Mundo do Carnaval

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Cantora Alcione será enredo do Carnaval 2018 no Grupo Especial

O sexto enredo do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo 2018 foi divulgado na noite desta quarta-feira (19).
Foi a vez da Mocidade Alegre apresentar o tema que vai cantar no sambódromo do Anhembi no próximo ano. Já haviam sido anunciados os seus; Império de Casa Verde, Unidos do Peruche, Mancha Verde, Tom Maior e X-9 Paulistana.
O lançamento oficial aconteceu na sede social da entidade e, diferente do formato adotado, pelo menos desde 2011, aconteceu em evento direcionado apenas para convidados e fechado à imprensa. Porém, segundo a diretoria, haverá festa aberta para toda a comunidade em data a ser definida. Utilizando seu canal oficial no Facebook, a escola transmitiu ao vivo o jantar acompanhado por animada roda de samba.
“A voz marrom que não deixa o samba morrer” é o título do Carnaval dedicado à cantora Alcione. Vídeo: Alcione fala sobre a emoção de ser enredo da Mocidade Alegre.
Batizada Alcione Dias Nazareth, a “marrom”, como ficou popularmente conhecida, completa 70 anos em novembro. Nasceu em São Luís, capital do estado do Maranhão, e teve seu nome inspirado na personagem protagonista do livro espírita “Renúncia”, psicografado pelo médium Chico Xavier.
Em cinquenta e sete anos de carreira, iniciada em sua terra natal, consolidou-se como uma das principais vozes femininas da música popular brasileira. De estilo inconfundível, consagrou, com um timbre de voz único, clássicos dos mais renomados compositores do país.
Identificada como sambista, também trouxe em seus discos o forró, a música regional e canções românticas que permeiam o repertório de diversas gerações.
Figura emblemática da Estação Primeira de Mangueira, já foi homenageada pela Unidos da Ponte, em 1994. “Marrom da cor do samba”, foi o tema do desfile que deixou a coirmã carioca com o décimo quinto lugar naquela oportunidade.

A décima primeira homenagem

Ao longo dos seus cinquenta anos de história, a Mocidade apostou em diferentes personalidades, mais precisamente uma dezena, como tema de seus desfiles; Zumbi dos Palmares, Genaro de Carvalho, Procópio Ferreira, Moraes Sarmento, Paulo Vanzolini, Raul Seixas, Hans Donner, Clara Nunes, Jorge Amado e, mais recentemente, em 2015, Marília Pêra.
Nesse contexto, destaque para a coincidência revelada pelos números: os dez enredos com esse perfil são equivalentes ao número de campeonatos da vermelha, verde e branca no Grupo Especial, agora, em busca do décimo primeiro título, inspirado na décima primeira homenagem.
Ao SRzd, a presidente Solange Cruz Bichara Rezende, confirmou os nomes de todo o seu elenco para 2018.
Comissão de Carnaval
Leandro Vieira, Paulo Brasil, Carlinhos Lopes e Neide Lopes
Intérprete oficial
Tiganá
Mestre de bateria
Sombra
Primeiro casal de MSPB
Emerson Ramires e Karina Zamparolli
Coreógrafo da comissão de frente
Jhean Alex
(vencedor do Prêmio SRzd Carnaval SP 2017 na categoria comissão de frente)

JULIANA PAES FECHA COM A GRANDE RIO PARA SER RAINHA DE BATERIA DA ESCOLA EM 2018

Juliana Paes finalmente acertou os detalhes da sua coroação como rainha de bateria da Grande Rio. A atriz de “A força do querer” jantou com o assessor pessoal e David Brazil, promoter da escola, no sábado, num restaurante da Barra, e bateu o martelo sobre sua participação no próximo desfile. O anúncio oficial será feito nos próximos dias.
Como o EXTRA adiantou, Juliana vinha desde o início do ano negociando o cargo deixado por Paloma Bernardi. Ex-rainha de bateria da Viradouro, sua escola do coração, ela desfilou esse ano na Grande Rio no carro em homenagem à amiga Ivete Sangalo.


Juliana Paes com o se assessor pessoal e David Brazil: jantar para acertar detalhes do desfile Foto: Reprodução/Instagram
VIA: EXTRA

Tuiuti surpreende e anuncia encomenda de samba-enredo para o Carnaval 2018

Durante a leitura da sinopse do enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”,
de autoria do carnavalesco Jack Vasconcelos, o presidente do Paraíso do Tuiuti, Renato Thor, surpreendeu e anunciou que para o Carnaval de 2018 não haverá disputa de samba-enredo, porque a agremiação decidiu encomendar a obra. Os compositores escolhidos foram Dona Zezé, Jurandir e Aníbal, que fazem da relação de maiores campeões da escola, e chamaram também Moacyr Luz e Claudio Russo, acostumados na Renascer de Jacarepaguá com esse formato de encomenda e que são premiados todos os anos. O Paraíso do Tuiuti abrirá os desfiles da segunda-feira de carnaval do Grupo Especial.
– Vamos apresentar o samba para o Carnaval 2018 na primeira semana de agosto. Samba-enredo é 50% de um desfile e com esse enredo maravilhoso o Paraíso do Tuiuti precisa de um grande e bom samba. Conversei com os compositores escolhidos. A Zezé, o Jurandir e o Aníbal estão comigo há mais de 17 anos e sempre disputando. Me sentiria muito triste em um momento importante da escola no Especial não ver eles com samba na Avenida. Fizemos em 2017 um carnaval rico e com um conjunto de alegorias bacanas. Por isso, o Paraíso segue com o seu objetivo de ser uma escola do Grupo Especial – explicou Renato Thor.

Samba-enredo é 50% de um desfile e com esse enredo maravilhoso o Paraíso do Tuiuti precisa de um grande e bom samba, disse Renato Thor, presidente do Tuiuti. 


VIA: CARNAVALESCO


Sinopse do Paraíso do Tuiuti para o Carnaval 2018

Enredo: MEU DEUS, MEU DEUS, ESTÁ EXTINTA A ESCRAVIDÃO?
Velha companheira de caminhada da Humanidade.
A ideia de superioridade, divina ou bélica, cobriu-a com o manto do poder.
Pela força ergueu impérios e sustentou civilizações.
Pela alienação justificou injustiças e legitimou a discriminação.
Ganhou nome quando eslavos viraram ‘escravos’ nas mãos dos bizantinos.
Dominou mundo afora, invadiu terras adentro, expandiu a ganância mercantilista e fez da exploração do continente negro seu maior mercado.
Viu senhores mouros do norte africano ostentarem servos de pele alva e olhos azuis mediterrâneos, enquanto negociavam artigos de luxo e peças de ébano.
Cativou povos, devastou territórios, extraiu riquezas do solo e de animais em nome de coroas europeias.
Era rentável negócio até para chefes negros que a alimentavam com gente de sua gente.
Levou uma raça a oferecer-lhe da própria carne.
Separou famílias, subjugou reis, aprisionou guerreiros, reduziu seres humanos a mercadorias.
Calunga Grande muito ouviu os lamúrios dos Tumbeiros abarrotados em sua ordem.
Calunga Pequena muito acolheu os vencidos pela sua sentença.
Plantou seus filhos em nossos canaviais, cafezais e minas de ouro e diamantes.
Lavou com sangue negro o chão das senzalas e os pés-de-moleque das cidades.
Foi senhora de todos os senhores, mãe das sinhás, amante dos feitores.
Marcou com ferro os que ousavam lhe renegar, levantar a cabeça.
Perseguiu os de alma indomável que corriam ao encontro do sonho quilombola.
Quimeras da liberdade de uma raça pirraça fortificadas entre serras e matas que teimavam lhe enfrentar.
Porém, as eras de prática envenenaram até as mais legítimas das lutas quando expuseram suas raízes humanas nos quilombos.
Provocou precisa e astuta fusão entre crenças apadrinhadas pela fé, amparo do rosário das desventuras nesse benedito logradouro.
Coroou santos reis e sagradas rainhas ao som de louvores batucados. Fitas da linha do tempo presente e passado. Espelhos da ancestralidade.
Ouviu os ventos soprados de longe que ressoaram brados iluminados de liberdade pelas paragens brasileiras.
Abolir-te foi palavra de ordem.
Utopia e justiça para uns. Falência e loucura para outros. Caminho sem volta para muitos.
“O homem de cor” ganhou voz pelas ruas, força nos punhos da população, para além das leis parcialmente libertadoras.
Contudo, mesmo enfraquecida, sobrevivia sob a égide dos grandes latifundiários e nas vistas grossas da hipocrisia.
Ferida com a ponta afiada da pena de ouro que a áurea princesa empunhou ao assinar sua redentora extinção, maquinada por uma sedenta revolução industrial de sotaque inglês, caiu.
Uma voz na varanda do Passo ecoou:
– Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão!
Folguedos, bailes, discursos inflamados e fogos de artifício mergulharam o povo em dias de êxtase e glória.
Pão e circo para aclamação de uma bondade cruel, pois não houve um preparo para a libertação e ela não trouxera cidadania, integração e igualdade de direitos.
Mais viva do que nunca, os aprisionou com os grilhões do cativeiro social.
Ainda é possível ouvir o estalar de seu açoite pelos campos e metrópoles.
Consumimos seus produtos.
Negligenciamos sua existência.
Não atualizamos sua imagem e, assim, preservamos nossas consciências limpas sobre as marcas que deixou tempos atrás.
Segue vivendo espreitada no antigo pensamento de “nós” e “eles” e não nos permite enxergar que estamos todos no mesmo barco, no mesmo temeroso Tumbeiro, modernizando carteiras de trabalho em reformadas cartas de alforria.
logo_enredo_tuiuti2018
VEJA AQUI
Jack Vasconcelos
carnavalesco
Bibliografia consultada:
LOVEJOY, Paul E., A escravidão na África, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
MOURA, Clovis, Dicionário da escravidão negra no Brasil, São Paulo: Edusp, 2004.
NABUCO, Joaquim, O Abolicionismo, Brasília: UnB, 2003.
NARLOCH, Leandro, Guia politicamente incorreto da história do Brasil, São Paulo: Leya, 2009.
PATTERSON, Orlando, Escravidão e morte social – Um estudo comparativo, São Paulo: Edusp, 2009.
PÉTRÉ-GRENOUILLEAU, Olivier, A história da escravidão, São Paulo: Boitempo, 2009.
PINSKY, Jaime, A escravidão no Brasil, São Paulo: Contexto, 2000.
SALLES, Ricardo; MARQUESE, Rafael, Escravidão e capitalismo histórico no século XIX – Cuba, Brasil e Estados Unidos, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.
VERGER, Pierre, Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o Golfo de Benin e a Bahia de Todos os Santos: dos séculos XVII a XIX, 2ª edição, Salvador: Corrupio, 1987.

VIA: CARNAVALESCO

Acadêmicos Do Tucuruvi Já Tem Enredo E Logo Para O Carnaval 2018

Na noite do último dia 12 de maio,a Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi, abriu as portas de sua quadra social situada na zona norte da capital paulistana, para receber os componentes e amigos das coirmãs, onde sediaram a Festa de Lançamento do Enredo do carnaval 2018.
Foto: Renato Cipriano

A agremiação que é presidida pelo Sr.Jamil, ambientou a quadra com uma nova roupagem para dar início aos trabalhos de 2018, e contou como atração musical, além do Time de Canto da própria escola ao comando do intérprete oficial Alex Soares, com a presença dos intérpretes convidados Agnaldo Amaral, Juninho Branco e Adeílton Almeida.
Durante o evento também foi apresentado para a comunidade de forma oficial os novos contratados da agremiação, sendo o carnavalesco Flávio Campello, o grande campeão do carnaval 2017, além da coreógrafa da comissão de frente Mônica Oliveira, e de todo o time da agremiação que estarão a frente dos trabalhos do próximo carnaval.
Foto: Renato Cipriano

E já quase no término da festa, após a exibição de um vídeo com imagens de ilustração, o carnavalesco Flávio Campello anunciou o título oficial do enredo da agremiação, que trata-se de “Uma Noite no Museu”.
“Chegar no Tucuruvi é a realização de um grande sonho. Hoje tive meu primeiro contato com a comunidade do Zaca e estou muito feliz com a recepção e o carinho de todos.Essa noite celebramos a minha vinda para a escola, o lançamento do nosso enredo e com isso damos o pontapé inicial para o nosso carnaval 2018. O enredo que escolhemos, é uma ideia que tenho guardada há anos e me deixa muito feliz com a oportunidade de desenvolve-lo nessa estreia. Uma Noite No Museu, será uma viagem inspirada na trilogia de Hollywood, através de museus do mundo inteiro inclusive do nosso Brasil.Será uma brincadeira, um enredo leve, solto e irreverente, onde daremos vida as obras de artes, passando por museus de belas artes, museus de história e ciências naturais, museus bizarros espalhados pelo mundo, pelo museu de Madame Tussauds, por exemplo, até chegarmos ao Brasil, com seus museus ufanistas e genuinamente brasileiros! Vamos embarcar nessa viagem e nos encantarmos por Uma Noite No Museu! Obrigado Zaca e saibam que trabalharemos e muito pelo melhor e lutaremos pela vitória tão sonhada por nossa comunidade e pelo nosso presidente Seu Jamil! Obrigado presidente Sr.Jamil, diretoria, obrigado ao amigo Rodrigo Delduque,ao amigo Renato Cipriano pela confiança e juntos seremos mais fortes! Vamos que vamos!”Flávio Campello

VEJA LOGOTIPO DO ENREDO DA TUCURUVI PARA O CARNAVAL 2018

“Uma Noite no Museu”