Enredo, baseado na obra de José de Alencar, retrata a lenda do Ceará. Estética tribal vai ser reforçada pelo uso de palha, cestaria e rendas.
Quer ver uma Beija-Flor de Nilópolis diferente?
Então, não perca do desfile do carnaval de 2017, no Sambódromo do Rio. A escola do Grupo Especial promete um carnaval grandioso, impactante e cheio de surpresas. De acordo com um dos integrantes da comissão de carnaval, o carnavalesco Fran Sérgio, o luxo barroco do desfile de 2016, que contou a história do Marquês de Sapucaí, vai dar lugar à beleza rústica e natural da história da índia Iracema, do romance de José de Alencar, e a lenda do Ceará.
Fran Sérgio destaca que não foi só a crise financeira do país e que atinge as escolas de samba – principalmente no que se refere à importação de material – mas basicamente porque o enredo exige um trabalho com elementos mais naturais. Afinal, trata-se de uma história de índios.
“Vamos fazer um carnaval bem tribal. A escola vem totalmente rústica, com muita palha, capim, cestaria, rendas, trabalho artesanal. Vamos valorizar as culturas indígenas, não só usando esses elementos, mas também chamando a atenção para a dança, a arte e a cultura indígenas. Com a história de Iracema, a Beija-Flor fecha o ciclo das origens do brasileiro. Falamos da África em 2015, dos portugueses e da corte em 2016, e agora vamos falar do índio”, observou o carnavalesco.













