Mundo do Carnaval

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Sem dinheiro de Singapura, Estácio tem de mudar enredo e perde Chico Spinoza para o Vai-Vai

Sem dinheiro de Singapura, Estácio tem de mudar enredo e perde Chico Spinoza para o Vai-Vai

estacio8A Estácio de Sá promoveu uma grande festa para apresentar que seu enredo para 2017 seria Singapura. Entretanto, a reportagem do CARNAVALESCO apurou que o evento perdeu completamente o sentido. Tudo porque sem o patrocínio prometido a escola terá de voltar atrás e desenvolver outro tema na avenida em 2018.
Não bastasse o revés perante toda a comunidade ainda perdeu o carnavalesco Chico Spinoza, que no próximo carnaval irá assinar o enredo do Vai-Vai no carnaval de São Paulo, ao lado de Alexandre Louzada. Spinoza confirma que sua saída está diretamente ligada à mudança de rumo na primeira escola de samba do Brasil.
– Houve uma promessa de aporte financeiro de Singapura que vai ficar para 2019. Eu optei por não fazer o ano que vem com eles e estou de volta ao Vai-Vai para trabalhar novamente com o meu amigo Alexandre Louzada – resumiu Chico.

Chico Spinoza regressou para Estácio para o Carnaval 2016 quando a agremiação voltou ao Grupo Especial. Na ocasião, junto de Tarcisio Zanon, Chico desenvolveu o enredo sobre São Jorge. Renovado com a escola, ele seguiu na Estácio para o desfile deste ano com a homenagem a Gonzaguinha.

Créditos: Carnavalesco

Pérola Negra Já Tem Interprete Para O Carnaval 2018

A escola de samba, Pérola Negra, anunciou mais uma novidade em sua equipe de carnaval para a próxima folia. A agremiação confirmou o seu interprete para o carnaval 2018, que chega para ocupar o lugar deixado pelo cantor Juninho Branco, que retornou para a Leandro de Itaquera.O nome confirmado pela rede social da Pérola é o de Daniel Collete que acumula passagens pela Flor de Vila Dalila, Mocidade Alegre, X9 Paulistana, Dragões da Real e Leandro de Itaquera. O cantor foi a quarta contratação para o carnaval de 2018, antes vieram o mestre de bateria, Fernando Neninho, o coreografo da Comissão de Frente, Robério Theodoro, e o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Eliana e Leno.

Carnaval 2018: Portela vai buscar o bi com desfile sobre imigrantes, intolerância e xenofobia

Atual campeã do carnaval carioca, a Portela definiu qual será o tema do desfile com o qual defenderá o título, em 2018. Batizado como “De Repente de Lá Pra Cá e Dirrepente Daqui Pra Lá...”, o enredo contará a saga dos imigrantes em busca de liberdade e paz. A escola de Oswaldo Cruz e Madureira pretende mostrar na Marquês de Sapucaí como judeus fugidos da Europa no século XVII, com destino ao Nordeste do Brasil, tiveram papel fundamental na formação da cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

A proposta é debater questões importantes da sociedade atual, como a intolerância, a xenofobia e as crises migratórias. A carnavalesca Rosa Magalhães promete transmitir na Avenida uma mensagem humanitária contra a discriminação, a perseguição religiosa e os ataques à diversidade dos povos.
A sinopse do enredo com o qual a Portela tentará o bicampeonato será entregue aos compositores no dia 14 de junho, às 19h, na sede da Portelinha, em Madureira. Antes disso, porém, um teaser sobre o tema será disponibilizado no perfil oficial da agremiação no Facebook.
Sinopse do enredo da São Clemente para o Carnaval 2018

Sinopse do enredo da São Clemente para o Carnaval 2018

Enredo: “Academicamente Popular”
logo_saoclemente2018“Vindos da fria Europa, com a missão de fundar no Novo Mundo uma nova Academia artística, os célebres virtuosos do império Napoleônico desembarcam nas águas quentes da Guanabara, trazidos pela vontade soberana de Dom João. Em suas malas, a riqueza da bagagem Neoclássica; réguas, esquadros, pincéis e manuais; o desejo de “civilizar” através da força de seus ícones culturais. Fundam a Escola Real de Ciências Artes e Ofícios para organizar o ensino das artes e estabelecer uma linguagem estética oficial para a corte da nova capital. A nobre arte Francesa toca o solo brasileiro para fincar suas raízes e edificar seus conceitos, erguendo colunas de saberes. Era seu destino semear essa nova terra, incrivelmente fértil de possibilidades.
A beleza sempre foi a mais cobiçada de todas as bênçãos. Através dos tempos o homem buscou a forma ideal, a sensação plena da estética. Desde a antiguidade clássica o belo era tratado e considerado uma dádiva dos deuses e cultuado pelos mortais. A arte sempre foi objeto de encantamento e despertar dos sentidos, emoções e sensações; uma das ferramentas mais importantes na construção das alegorias da mente humana.
O povo sempre buscou a força da arte para se entender humano e transcender o “ser humano”, como partes complementares de uma mesma existência.
Quis o destino que esse peculiar encontro ganhasse novos e singulares contornos nas terras do Novo Mundo, banhado pelo Atlântico, emoldurado por um verde exuberante. Musas da arte sopraram através dos mares misteriosos as mentes de nobres artistas até a nova capital do império português. Tal encontro só poderia surgir nessa terra privilegiada, isolada entre o mar e montanha, que chamamos São Sebastiao do Rio de Janeiro. O encontro entre a arte acadêmica e as forças ocultas que nascem do povo; um povo mestiço, matizado com tons nativos e africanos. Somente aqui seria possível conceber tal mistura, entre a acadêmica arte e espontaneidade dos mais calorosos corações.
Rapidamente a força desse cenário captura a alma de Debret, que eterniza em aquarela a diversidade desse novo mundo que surgia. O olhar do talentoso artista foi enamorado pela beleza local e pelo esplendor de nossa mestiçagem. Em suas pinceladas registrou o cenário da capital do Império, com todos os seus contrastes. Impossível ficar indiferente aos cânticos vindos das ruas, onde o entrudo tomava as praças em dias de festejo carnavalesco: como um cronista visual buscava o exótico, o cotidiano, os viveres dessa gente. Sua obra testemunhava a fluência do encontro de nossas matrizes culturais. Um Rio onde a negritude predominava caminhando por um cenário de arquitetura colonial.
Com o passar dos anos as primeiras gerações de artistas acadêmicos brasileiros são formadas. Em suas obras, davam vida e cor a importantes passagens da história nacional: momentos de esplendor da corte, cenas de batalhas e a glória do exército ganham contornos épicos na visão dos artistas. A figura do índio surge nas telas como herói nacional. Era nos grandes salões anuais que eles expunham o resultado de seus estudos. Os que mais se destacavam nas competições eram premiados com medalhas e recebiam uma bolsa para completar seus estudos em renomados atelieres da Europa. Ao retornar ao Brasil postulavam a vaga de professor titular ou substituto. Gradativamente a primeira geração de mestres estrangeiros vai sendo substituída por brasileiros. Os princípios franceses de igualdade norteavam essa transformação: sem restrições, a Academia se abria a receber os estudantes independente de sua origem social ou da cor da sua pele. Exemplo disso foi a importante presença de Estevão Silva: negro, filho de escravos, que chegou a rejeitar publicamente uma premiação das mãos do imperador que não fazia jus ao seu talento.
Passo a passo a academia vai se entrelaçando com o Brasil, como raízes firmes que abraçam o solo, se misturando a ele e extraindo sua essência. Impossível não se deixar levar pela grandeza deste verdejante país. O calor dos trópicos e a luminosidade seduzem o olhar dos artistas, sensibilizando sua paleta para os infinitos tons que nossa paisagem é capaz de produzir; a natureza brasileira “não cabia nos manuais”. Era preciso levar o cavalete até o bosque e se permitir sentir a mensagem que ecoava da mata, advinda dos troncos, dos riachos, das flores e do canto dos pássaros.
A cada geração a academia buscava mais e mais uma identidade nacional, trazendo para o foco dos artistas o cotidiano, o folclore, as causas sociais e políticas. Sobretudo, a escola se permitia vivenciar ares de modernidade e inovação, trazendo ao âmbito das discussões plásticas as transformações da sociedade. Os tipos brasileiros, o caipira, o interior: os caminhos vão se abrindo e a mentalidade começa a mudar.
A estética mudou; as técnicas mudaram; os temas mudaram. Novas linguagens são incorporadas. A cultura popular se torna objeto de estudo e reflexão dos artistas e intelectuais. Com o passar dos anos a academia foi se transformando, sem jamais abrir mão de sua importância e seu papel. Os salões da tradicional escola se abrem a modernidade, que cresce vigorosa como um arvore que se ergue ao futuro, mas com raízes fortemente fincadas as suas origens.
Nessa terra de misturas raras, a bagagem clássica se entrelaçou nas folhas das palmeiras, no canto das lavadeiras, se coloriu com os tons da alegria e se fez carnaval. Basta olhar para a natureza do nosso povo para fazer crer que a missão desta Academia era ser popular. Ainda no começo do século XX o professor Rodolfo Amoedo tomou o pincel e emprestou sua arte ao estandarte do Ameno Resedá: um lampejo de um grande casamento que viria a seguir. Salve o casal Nery, professores pioneiros na aproximação desses dois mundos, trazendo a viagem pitoresca de Debret ao Salgueiro de 1959! Salve Mestre Pamplona, que com a benção de Campofiorito, realizou esse encontro entre os filhos da academia e a arte do povo, guiando uma geração inteira de artistas para as escolas de samba nos anos 60 do século XX.
O clássico e o popular encontram abrigo no carnaval. Desde a chegada da Missão em 1816 até hoje, o tempo moldou a academia e abriu suas portas à cultura nacional. O barracão da escola de samba tornou-se um grande atelier, onde arquitetos, pintores, desenhistas, figurinistas, realizam todos os anos a “missão” de criar e recriar a fantasia do carnaval. É missão da São Clemente, uma escola essencialmente carioca, eternizar na passarela esses mais de 200 anos de arte e cultura dessa instituição moldada e emoldurada pelas curvas sinuosas do Rio de Janeiro, que amorosamente carregamos em nosso pavilhão.
Foram grandes as barreiras e desafios vencidos. Até mesmo o fogo que atingiu a sede da EBA (Escola de Belas Artes) recentemente não tem o poder de apagar sua história. Pois é das chamas que ela há de se reerguer, como uma fênix que renasce: “quem chorava vai sorrir”.
Nessa ópera carnavalesca, nossa escola honrosamente apresenta sua tese, para ser avaliada pela banca popular, saldando a história da Escola de Belas Artes. Nossa defesa é o próprio desfile em si: ao adentrar a passarela em 2018 a escola de samba da Zona Sul será a grande confirmação de que era destino da EBA dar as mãos ao povo em forma de um carnaval Academicamente Popular. ”
Jorge Luiz Silveira – Carnavalesco

Gaviões da Fiel falará de Guarulhos no carnaval de 2018

A Gaviões da Fiel cantará a cidade de Guarulhos em seus desfile no carnaval de 2018 em São Paulo. O lançamento do enredo idealizado pelo carnavalesco Sidnei França ocorreu em um bar na cidade e contou com a presença do prefeito Guti (PSB) e alguns vereadores locais.O presidente da escola, Rodrigo Fonseca (Diguinho), disse no palco que nenhum recurso público será investido no carnaval da escola. Guarulhos será a quinta cidade homenageada pela Gaviões, que já falou sobre Dubai, Santana de Parnaíba, São Paulo e São Luís, capital do Maranhão.

A Gaviões conquistou a 9º colocação no carnaval deste ano falando sobre os migrantes com o enredo "Com as mãos e a garra de um povo sonhador, surge o contraste de uma nova metrópole - Sampa, lugar de sonhos, oportunidades e esperança".
Já Sidnei França, que chega à Gaviões para 2018, foi carnavalesco da Unidos de Vila Maria no carnaval passado. A escola conquistou o 7º lugar falando de Nossa Senhora Aparecida, com o enredo "Aparecida, a rainha do Brasil. 300 anos de amor e fé no coração do povo brasileiro".


Escolas de samba estão à espera de verba da prefeitura para Carnaval de 2018

Em meio à crise econômica, as escolas do Grupo Especial do Rio estão com medo de não conseguir colocar o carnaval na Avenida. O drama é agravado com a incerteza do repasse de verbas da prefeitura do Rio — na gestão de Eduardo Paes, o valor era R$ 2 milhões para cada agremiação, sendo que o município ainda deve R$ 100 mil para cada uma, referentes ao último desfile. A Riotur garante que a verba para 2018 será paga, e ressaltou que o valor ainda devido passa por uma auditoria.

Com essa indefinição, a festa para o sorteio da ordem dos desfiles ainda não foi marcada. A Liesa só vai divulgar a data do evento depois que a prefeitura fechar o contrato para 2018. Uma reunião com Marcelo Crivella estaria sendo preparada para a próxima semana, mas o prefeito ainda não confirmou.

— A Mangueira não está devendo ninguém, mas, se a prefeitura não ajudar, não tem como ter carnaval — afirmou Chiquinho da Mangueira, presidente da Verde e rosa.

Atual campeã do carnaval com a Mocidade, a Portela também vê com preocupação a falta de posicionamento do governo municipal. Na Beija-Flor de Nilópolis, o presidente de honra, Anísio Abrão David, já tem comentado com os mais próximos que, sem a subvenção, não desfila. Na Unidos da Tijuca, o presidente Fernando Horta segue o mesmo ritmo. As duas escolas ainda não anunciaram os seus enredos. A prefeitura do Rio foi procurada pelo Extra para dar esclarecimentos, mas transferiu essa responsabilidade à Riotur. A Empresa municipal de Turismo, por sua vez, informou que “os R$ 100 mil que precisam ser pagos estão em processo de auditoria e precisam de um parecer’’. Na segunda-feira, a controladoria enviará uma minuta deste relatório. Mas já se sabe que há escolas com pendências. E que, por conta disso, ficam neste momento impedidas de receber. Já sobre os R$ 2 milhões para cada uma, a Riotur garantiu que será mantido em 2018 e que, daqui a 15 dias, haverá o lançamento do caderno de encargos. O documento servirá para empresas privadas interessadas assumirem o patrocínio do carnaval e o réveillon.
Diferentemente do que disse anteriormente, a Riotur informou que o caderno de encargos será lançado para custear o carnaval de rua e a festa do réveillon, não os desfiles na Marquês de Sapucaí. O dinheiro da subvenção para as escolas de samba será pago pela Prefeitura do Rio.

Cheque na mão e sem dinheiro na conta

Em fevereiro, Crivella esteve no Sambódromo para fazer a entrega simbólica de um cheque à Liesa referente às subvenções que a prefeitura dá ao carnaval. Segundo o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Castanheira, na quantia de mais de R$ 12 milhões também estavam os R$ 100 mil devidos às agremiações do Grupo Especial, “mas que ficaram retidos para a prestação de contas das escolas’’:

— Temos a promessa do Marcelo Alves (presidente da Riotur) de que esse pagamento seja acertado já na próxima semana. Nós esperamos que a reunião para a assinatura do contrato entre a Liesa e a empresa para o Carnaval 2018 aconteça o quanto antes. O nosso regulamento estabelece que o sorteio para a ordem dos desfiles seja até o dia 15 de julho.

ENREDOS

Seis escolas já definiram seus temas. A Portela mostrará como judeus que fugiram da Europa no século XVII, com destino ao Nordeste do Brasil, tiveram papel fundamental na formação da cidade de Nova York. O Salgueiro faz homenagem às mulheres negras. A Grande Rio falará sobre Chacrinha. A Imperatriz aborda os 200 anos do Museu Nacional. A São Clemente homenageia a Escola de Belas Artes e a Tuiuti aborda os 130 anos da Lei Áurea.

INDEFINIDOS

Seguem sem enredo: Mocidade, Mangueira, Beija-Flor, União da Ilha, Vila Isabel, Unidos da Tijuca e Império Serrano.

Veja o enredo da Portela para o carnaval de 2018

PORTELA 2017
O mistério sobre o enredo da Portela para o Carnaval 2018 só aumentou com a divulgação de um teaser nas redes sociais da escola. Com o título “De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá”, a carnavalesca Rosa Magalhães aguça a curiosidade de portelenses e apaixonados por carnaval. As redes sociais especulam sobre o tema que será desenvolvido. Nordestinos? Holandeses? Abstração?
 A reportagem do CARNAVALESCO apurou o que pode ser o enredo da Portela em 2018. Dois textos são bases para a temática que será explorada pela escola. O poema “The New Colossus” da poetiza norte-americana Emma Lazarus e a nova lei de migração que entra em vigor no mês de novembro de 2017. O que indica que a escola pretende emitir uma mensagem contra o xenofobismo, que nada mais é que preconceito aos estrangeiros radicados em outros países.

lcm_rosa O poema é uma homenagem à Estátua da Liberdade, um dos mais conhecidos monumentos do mundo. Fundada em 1866 em Nova Iorque a estátua é o símbolo de acolhimento do povo americano aos milhões de imigrantes que foram para os EUA em busca de uma vida melhor. Um trecho do poema de Emma Lazrus está gravado na estátua: “Venham a mim as multidões exaustas, pobres e confusas ansiosas pela liberdade. Venham a mim os desabrigados, os que estão sob a tempestade… Eu guio-os com a minha tocha.”
Reforça a tese de que o enredo vai passear pela luta contra o xenofobismo o recém sancionado Estatuto da Migração. Ele entra em vigor no país a partir de novembro, bem próximo do carnaval. O texto da nova lei versa principalmente sobre alterações de regras para a população nas fronteiras, o visto humanitário, a deportação de estrangeiros, os direitos e deveres gerais de estrangeiros no Brasil, atuação política e afirma que a política migratória será regida pelos direitos humanos, pelo repúdio à discriminação e pelo acesso e tratamento igualitários.

Veja abaixo o teaser do enredo da Portela: AQUI