Mundo do Carnaval

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Á todo vapor! Ketula Mello se prepara para estreiar no Grupo Especial | MDC

E quem pensou que ela ficaria fora do carnaval 2018, se enganou.

Ketula Mello, "Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro 2008", "Musa do Caldeirão do Hulk 2008" e "Rainha de bateria da GRESU Porto da Pedra de 2001-2004 e 2017" .

E não acaba por aí. Ketula estreiará no Grupo Especial em 2018, como musa da Imperatriz Leopoldinense!

Ketula Mello e o presidente da Imperatriz Leopoldinense.

A nova musa da Imperatriz Leopoldinense está nos preparos para o próximo carnaval, ela está cuidando de seu corpo para estreiar com pé direito no Grupo Especial!

Ketula Mello em uma tarde de beleza
com a Bliss e sua equipe.

Liesb confirma mudanças no regulamento para o Carnaval 2018




A Liesb confirmou em plenária as mudanças no regulamento dos grupos B, C, D e E conforme o site carnavalesco antecipou quando da eleição do novo presidente Gustavo Barros. Serão 550 componentes, 45 baianas e de duas a quatro alegorias no B; 500 componentes e de uma a três alegorias no C, 450 componentes e de 1 a 3 alegorias no D e 400 componentes e de uma a duas alegorias no E.
Além disso a razão social da entidade foi alterada de Liga Independente das Escolas de Samba da Série B para Liga Independente das Escolas de Samba do Brasil para que possa englobar todos os grupos que hoje desfilam na passarela popular da Estrada Intendente Magalhães.

O anúncio foi feito na plenária do último sábado, dia 29, pelo presidente administrativo, Gustavo Barros, e pelo presidente do Conselho Deliberativo, Sandro Avelar, após aprovação em ata pelos presidentes das agremiações das Séries B, C, D e E.
A reunião, que começou com os representantes da Série D, passando em seguida pelos grupos C, B e E, foi realizada para comunicar a nova filiação da Liesb, discutir alguns pontos relacionados ao carnaval de 2018, cujo evento está confirmado com aval da Riotur, e apresentação do regulamento para os desfiles do próximo ano. Além disso, foram apresentadas as novas diretrizes para os desfiles de 2019.

FONTE: CARNAVALESCO

Beija-Flor apresenta nova marca e fala em mudança administrativa

gabriel_davidA Beija-Flor de Nilópolis aproveitou a data de lançamento do enredo para o Carnaval 2018 para lançar sua nova marca. Em entrevista ao site carnavalesco, Gabriel David, conselheiro da escola e filho do patrono Anísio Abraão David, explicou a proposta e o que motivou a troca. 
– A necessidade é porque precisamos de uma mudança. A antiga marca era uma foto do beija-flor e não um beija-flor desenhado e nem tinha um conceito mais profundo. Ficamos quase dois anos conversando sobre a marca e trabalhando em cima disso. Sabíamos que a essa marca tinha que conversar diretamente com o enredo. Ela já existia ano passado, mas a gente achava que o enredo não era ideal para lançar com a marca. O enredo de 2018 é autoral da escola, e está baseado em tudo que a marca quer dizer, ou seja, o amor ao próximo, amor para escola, amor a vida, e ajudar as pessoas que estão no seu redor. Achamos o momento ideal de lançar que foi hoje com o enredo para o ano que vem. Essa nova marca simboliza a mudança de gestão administrativa da Beija-Flor – disse.


Gabriel David revelou que a Beija-Flor pretende aumentar seus próximos sociais, culturais e esportivos, além de divulgar ainda mais o que é feito pela agremiação com os moradores de Nilópolis e demais pessoas atendidas pela azul e branco.

– A Beija-Flor tem muito projeto social e pouca gente sabe. Nesse novo modelo de gestão estamos aumentando os projetos. Primeiro que estamos explorando são os projetos ambientais. Um exemplo básico é ajudar a comunidade carente. Usar o lixo para recriar outros materiais. Estamos trazendo pessoas para dentro da escola para ajudar nossa comunidade. Dar condições melhores para as pessoas que tanto nos ajudam.

Confira detalhes da nova marca da Beija-Flor:




 

SINOPSE DO ENREDO DA BEIJA-FLOR PARA O CARNAVAL DE 2018

MONSTRO É AQUELE QUE NÃO SABE AMAR!
Os Filhos Abandonados da Pátria que os Pariu.




A ficção do monstro do Dr. Frankenstein nos coloca frente a frente à nossa capacidade de repudiar o que é estranho e diferente, de negar amor ao que não compreendemos.
O ser criado em laboratório a partir de pedaços de gente costurados rusticamente, e da ausência de ética e de limites, não foi reconhecido como um semelhante porque possuía aparência anormal e feia  e, acabou sendo excluído, repudiado e renegado pelo próprio pai.
A estranha criatura, abandonada, sozinha, incompreendida e entregue a própria sorte, se transformou em anjo caído, revoltado pela falta de amor.

Mas, quem é o verdadeiro monstro nessa estória? A criatura de aparência repugnante, ou o criador, com seu egoísmo, seu orgulho, sua arrogância e seu coração corrompido?
Essa obra vai completar 200 anos, mas tem muito a nos dizer das diversas mazelas que atualmente corroem a integridade moral e espiritual de uma sociedade onde a desigualdade se alimenta do descaso, formando uma geração dominada pelo caos, vitimada pelo abandono e que vive a mercê de seres humanos bestiais que menosprezam tudo e a todos que lhes parecem inadequados e fora dos padrões estabelecidos.
O monstro do Dr. Frankenstein é a nossa realidade invertida, é a nossa culpa escancarada e jogada em nossas caras, mas que da qual fugimos e negamos qualquer responsabilidade. A criatura é o nosso espelho da vida refletindo nossas falhas mais gritantes, nossa falta de amor com o que nos cerca e com o próximo, e o nosso desrespeito às diferenças.

Somos parte de um sistema doentio, gerador de criaturas que falam línguas diferentes e aparentemente indecifráveis para os governantes, e que perambulam incompreendidas e esquecidas pelos becos, ruas e vielas dessa selva de pedra que um dia já foi o paraíso.
Mas, o sonho de uma criança ainda é pintar o futuro em folhas brancas da imaginação e traçar o mundo inteiro na palma da própria mão. Porém o que vemos são crianças abandonadas pelos pais, longe das escolas, vendendo balas nos semáforos ou se transformando em pivetes e disparando balas de armas que cospem fogo e dor. Por sua vez, os filhos jogam os pais idosos em asilos, feito fardos pesados demais, numa espécie de reflexo invertido.

É a carência de amor escancarada pela ausência de opção ou pela falta de pão, levando irmão a matar irmão. São pedaços de família, soltos, desapegados, sem ligação. São retalhos de uma sociedade refém de uma violência cruel que corrói a nossa dignidade e espalha o medo que nos devora a alma em cenas trágicas que passam diante de nossos olhos como um filme de terror, retratando vidas que se perdem num instalar de dedos em cenários reais e angustiantes. São as casas gradeadas, feito fortalezas de proteção, onde temos a sensação que nós é que estamos na prisão, numa banalização do mal, do sofrimento alheio e da própria vida humana, que transforma a luta diária, em luto constante. São os Cavaleiros do Apocalipse político, camuflados com ternos, gravatas e hipocrisia, cavalgando no lombo da ambição e espalhando a falta de esperança. São as filas, as falhas e falcatruas alimentando saúvas e adoecendo a saúde; são zumbidos perdidos, sem direção, assustando a população e matando o futuro na nação. É a paz escondida na tristeza de cada olhar, na saudade doída dos que se foram, na fatalidade do silêncio dos que já não podem chorar. É o refugiado da seca que ainda não encontrou a terra prometida; é o brasileiro acuado, sem ter para onde fugir. Mas, na delação do “boca de sabão”, certo e errado pode ser apenas uma questão de ocasião.
Será que há salvação?
Será que no final do túnel haverá luz?
Ou será que carregaremos eternamente essa cruz?

Sentado na escadaria, um pedinte estende as mãos implorando esmolas, disputando com terços e santinhos a atenção de quem passa para se ajoelhar diante do altar de ouro; numa encruzilhada adiante, aproveitadores da boa fé despacham oferendas sem axé que servem para aliviar a fome e a sede do morador de rua; enquanto falsos profetas, em templos colossais, cobram dízimos celestiais, perseguem crenças diferentes, sufocam manifestações culturais e fomentam uma espécie de “Guerra Santa”: o sagrado versus o profano, a batucada proibida, a roda de samba coibida, a bebida no boteco; tudo é coisa do “coisa ruim”!

Porém, tudo que se constrói ou se destrói, se começa pela base, porque se não se fortalece a base, toda a edificação estará fadada ao desmoronamento. E a base, a estrutura de uma sociedade é a cultura. É preciso voltarmos às nossas raízes e nos reinventarmos. E se reinventar não significa mudar a essência ou renegar as origens. Reinventar tem um quê de renascimento, de tornar a ser criança, de redescobrir o poder de amar. Somente o amor e a valorização da cultura impedirão que os monstros da nossa sociedade continuem surgindo, se multiplicando e ameaçando o que temos de mais autêntico.
Cabe a nós sambistas, historicamente marginalizados e excluídos, sempre olhados com estranheza e preconceitos, perseguidos pela cor de nossas peles, pelo colorido de nossas roupas, pela nossa fé ancestral e pela nossa batucada, o alerta, a resistência e o protesto. Algumas vezes nos negaram a alma, outras tantas nos deram uma alma demoníaca, mas nunca conseguiram nos calar, silenciar as nossas vozes e os nossos tambores, porque somos das ruas, das praças, dos botecos, somos malandros boêmios e carregamos na alma a alegria que debocha das dificuldades, mas, se for o caso, afogamos as tristezas com uma cerveja bem gelada.

É chegada a hora de juntarmos os retalhos das nossas consciências que deixamos no baú empoeirado do nosso comodismo e costurarmos as fantasias dos abandonados e dos excluídos. Nesse cortejo popular, os verdadeiros monstros da nossa sociedade desfilarão sem máscaras para serem reconhecidos e malhados na quarta-feira de cinzas!

Que a Maria, a nossa Pietà, com seu filho nos braços e a lata d’água na cabeça, seja o retrato da luta de todos que apenas desejam ser amados e respeitados.
Que as ruas voltem a ser o grande tabuleiro da pluralidade da nossa gente, onde as peças dançarão ao som de uma batucada democrática. Que o nosso “rei” que é Momo, que é da folia, que é do povo, junte realeza e “peões”, derrube a “torre” da intolerância e dê um xeque-mate na tristeza. E assim, a Escola de samba e a comunidade, ali costuradas pelo amor a nossa cultura, se tornarão um só corpo novamente e o samba triunfará mais vivo do que nunca.

Que nesse arrastão de alegria, as drags e meretrizes encontrem um amor de carnaval; o velho arlequim nunca desista de beijar a colombina; o malandro continue caindo de paixão pela sedutora cabrocha e o pierrot, levante a cabeça, dê a volta por cima e, dance apaixonado com a passista formosa. Porque o samba é o palco mais democrático da nossa cultura popular e une irmãos de todos os cantos e bandeiras, festejando as diferenças e celebrando a paz sob um céu azul e branco.
Mas, se ainda assim você nos descrimina e não entende o nosso jeito de ser feliz, não nos leve a mal, o monstro é você!

Largue o nosso carnaval!
Afinal, monstro é aquele que não sabe amar!

Enredo da Beija-Flor para 2018




 Na tarde deste Domingo(30), a Beija Flor de Nilópolis anuncia seu enredo:
"Monstro é Aquele Que Não Sabe Amar! Os Filhos Abandonados da Pátria que os Pariu."
A escola de Nilópolis levará para a avenida uma crítica a sociedade e a política do nosso país! E já tem comparações com o enredo da Mangueira, ambas levarão uma crítica a nossa política.