O
corte de 50% da verba da Prefeitura do Rio de Janeiro para o Carnaval
2018 do Grupo Especial revoltou os presidentes das escolas de samba que
apoiaram a candidatura de Marcelo Crivella nas eleições de 2016. Em
entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente da Unidos
da Tijuca, Fernando Horta, lamentou que o discurso na época da campanha
foi diferente da ação tomada pelo político eleito o prefeito da cidade
que decidiu reduzir a subvenção dada para o carnaval.– O que acontece é que ele foi eleito com o apoio das escolas. Foi bom o seu discurso, pois enganou o povo todo. O compromisso firmado com as escolas não era esse. Quando foi candidato ele nos procurou. Não foi o contrário. Nós sabemos o que o prefeito pensa sobre o carnaval – disse Horta.
Horta garantiu que Marcelo Crivella disse em reunião na Liesa que todas escolas de samba não seriam prejudicadas em sua administração.
– Ele afirmou que não perderíamos nada e que iria até aumentar a subvenção. Crivella está procedendo como um bispo e não como representante de todos os cariocas. Eu já estava prevendo que ele buscasse jogar o povo contra as escolas – afirmou.
Sobre o remanejamento da verba do carnaval para creches conveniadas com a Prefeitura do Rio, Fernando Horta pede que o dinheiro do lucro do Carnaval 2017, divulgado pela Riotur, seja utilizado nas creches, e não a verba para os desfiles de 2018.
– E o que nós damos de retorno ao município, segundo dados oficiais da própria prefeitura? Passa o lucro das escolas para as crianças. São R$ 2,8 bilhões. As escolas organizam o maior espetáculo do planeta. Isso é um tiro no pé do nosso prefeito. Acho que ele vai reverter isso – aguarda o presidente tijucano.










