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"Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco!" é o enredo da Mangueira para o carnaval 2018

A escola de samba, Estação Primeira de Mangueira, já tem enredo para o carnaval 2018. A agremiação que foi campeã do Grupo Especial em 2016, levará na próxima folia para a Sapucaí o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco!”, desenvolvido por Leandro Vieira, que assinará na pela terceira vez consecutiva um tema na Verde e Rosa.
O enredo zomba da decisão do atual prefeito Marcelo Crivella, que questiona padrões e modelos, que traz de volta o carnaval enquanto sátira, que traz o desfile enquanto um discurso cultural de teor mais crítico e menos escapista.
“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco!” também é um trecho de uma marchinha carnavalesca dos anos 40. Segundo a imprensa da época, os festejos do carnaval de 1944 estavam ameaçados em função das restrições financeiras associadas à crise econômica que o país atravessava. Essa incerteza foi a deixa para que Pedro Caetano e Claudionor Cruz compusessem a marchinha batizada “Eu Brinco” minimizando os efeitos da crise e assegurando que “com dinheiro ou sem dinheiro” haveria a “brincadeira.” Dentro dessa lógica, a atual discussão envolvendo as Escolas de Samba e o corte da subvenção, supostamente em função da atual crise, abre caminho para o debate. A Mangueira irá realizar a entrega da sinopse para o carnaval de 2018 na próxima terça (11), às 19h, no auditório da Vila Olímpica da Mangueira, que fica na Rua Santos Melo, 73. O texto será apresentado pelo carnavalesco Leandro Vieira e a disputa de samba-enredo está aberta a todos os compositores.


Saiba mais sobre o enredo da Mangueira em 2018:

“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco!” é o titulo do enredo que a Estação Primeira de Mangueira levará para a Sapucaí em 2018. Um enredo que zomba da decisão do atual prefeito, que questiona padrões e modelos, que traz de volta o carnaval enquanto sátira, que traz o desfile enquanto um discurso cultural de teor mais crítico e menos escapista.
Segundo o carnavalesco da Verde e Rosa, Leandro Vieira, a Mangueira fará um carnaval sem hipocrisias e livre do bom-mocismo, que questiona não apenas um prefeito que “vilaniza” o carnaval, os desfiles, e as manifestações espontâneas plurais usando argumentos demagogos, mas que também coloca em cheque o atual modelo em que os desfiles das Escolas estão inseridos.

“Distanciadas do povo, o “divórcio” entre a sociedade carioca e as agremiações tornou-se público em função dos acontecimentos recentes. O desfile que começo a realizar para o carnaval 2018 joga o carnaval e o modelo dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro no ventilador”, disse Leandro Vieira.

“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco!” é o trecho de uma marchinha carnavalesca dos anos 1940. Segundo a imprensa da época, os festejos do carnaval de 1944 estavam ameaçados em função das restrições financeiras associadas à crise econômica que o país atravessava. Essa incerteza foi o mote para que Pedro Caetano e Claudionor Cruz compusessem a marchinha batizada “Eu brinco” minimizando os efeitos da crise e assegurando que “com dinheiro ou sem dinheiro” haveria a “brincadeira.” Dentro dessa lógica, a atual discussão envolvendo as Escolas de Samba e o corte da subvenção, supostamente em função da atual crise, abre caminho para o debate.

“O enredo que proponho agora é um enredo eminentemente crítico. Não apenas ao Bispo que asfixia manifestações plurais nas quais o carnaval e os desfiles assumem destaque e ganham exposição na mídia, mas também ao distanciamento das Escolas e do desfile da sociedade como um todo. É o modelo atual de Escola de Samba “jogado no ventilador”. É uma possibilidade do discurso das Escolas de Samba voltar a se alinhar com a atualidade e levantar questões culturais, mesmo que para isso ela tenha que “colocar o dedo” em suas próprias feridas”, finaliza o carnavalesco Leandro Vieira.
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